Dominique
Mal entrei no bar e já vi a mesa onde Rubia e Ayla me esperavam.
Era a nossa comemoração de um ano trabalhando na Dvorak. Apesar do meu período “afastada” — que inclui demissão nos primeiros dias e atestado por reação a drogas que nem conhecia — elas fizeram questão de comemorarmos juntas. O importante é que entramos juntas e se for comparar, mesmo com todas as minhas faltas — justificadas — Rubia foi a que menos trabalhou disparadamente.
Depois de alguns abraços apertados e de comentários sobre nossas aparências, Rubia pediu mais chopp.
— Essa noite a noiva do dono do mundo é que paga! — Ayla declarou sorrindo. Eu amava a forma como a timidez dela sumia quando estávamos juntas. Ela não falava muito sobre o seu passado. E não insistíamos, nossa amizade estava lá para ela quando precisasse.
— Não o chame assim. Aquele traste até que é uma pessoa gentil — brinquei. Não podia reclamar do nome que eu mesma coloquei. — E se ele é o dono do mundo, eu sou a dona do dono.
As duas ca