Valentina ligou numa terça-feira.
Fiquei a olhar para o número desconhecido por dois toques antes de atender, com o instinto de quem sabe que há chamadas que é melhor não receber e que vai atender na mesma.
— Calloway — disse Valentina com um tom ligeiramente irritado. — Precisamos de conversar.
— Sobre o quê? — Fui até à janela do escritório, o reflexo automático de verificar o ambiente quando uma conversa potencialmente complicada começa.
— Sobre o Kael. Sobre o que estás a fazer, e sobr