O cigarro entre os dedos longos de Melina ardia com a mesma intensidade que o desejo que ela sentia por controle. Era um vício antigo — não o cigarro em si, mas o gesto. O controle. A pausa. O instante de prazer entre a tragada e a expiração. Um ritual silencioso que a acompanhava desde os tempos em que ainda era apenas uma garota marcada pela violência e pela falta.
Agora, com a brasa iluminando o rosto e a cidade se derramando aos seus pés, Melina se permitia um raro momento de contemplação.