O silĂȘncio no carro blindado era mais pesado que chumbo.
Melina deslizava os dedos sobre o visor do celular, os olhos fixos num Ășnico arquivo de ĂĄudio recĂ©m-transferido. Ela jĂĄ o ouvira trĂȘs vezes. NĂŁo precisava mais, mas ainda assim... dava play de novo. A voz de Amanda â sua amiga, sua confidente, a mulher que segurou sua mĂŁo nos bastidores da FGV quando ela ainda era sĂł uma menina com sede de mundo â ecoava fria, quase irreconhecĂvel:
- âEla nĂŁo faz ideia. Ainda pensa que sou dela. Mas no fu