Passaram-se algumas horas até que Rafaela voltasse a abrir os olhos.
A madrugada já havia tomado conta de Amsterdã, e o quarto permanecia mergulhado em um silêncio pesado, daqueles que pareciam sufocar qualquer tentativa de esperança. O médico descansava em uma poltrona ao lado da cama, mantendo-se por perto caso ela precisasse de qualquer atendimento, enquanto eu permanecia acordado, incapaz de pregar os olhos.
Sentado próximo à janela, acompanhava as notícias no celular em uma esperança irrac