Já bati à porta do apartamento de Desirée mais vezes do que consigo contar, e nada. Silêncio absoluto, como se ela não estivesse em casa. Mas eu sei que está. Sinto isso.
Estou a ponto de derrubar a porta quando, finalmente, ela se abre.
Desirée surge diante de mim, vestindo um moletom largo e com o cabelo preso de qualquer jeito, como se tivesse acabado de levantar ou nem ao menos se importado em se arrumar. Seus olhos estão vermelhos, o que me faz congel@r por um instante.
— Para de bater. —