— Está do seu agrado? — A voz de Otávio rompe o silêncio, firme, mas carregada de curiosidade.
Tiro minha atenção do prato e levanto o olhar. Ele está ali, encostado no balcão da pia, com os braços cruzados, me observando atentamente. Seus olhos verdes analisam cada detalhe, como se tentassem desvendar algo que eu ainda não disse ou, com toda certeza não quero dizer.
— Está perfeito, obrigada. — Respondo, sentindo minhas bochechas aquecerem sob aquele olhar intenso.
Ele não sorri imediatamente,