Por Matheus (MT)
Cheguei em casa com a cabeça a mil, como sempre. O dia foi puxado, mas isso era rotina para alguém como eu. Assim que abri a porta, dei de cara com Luizinho largado no sofá, segurando o controle remoto e mudando de canal como se fosse o dono da casa.
— O que você tá fazendo aqui, viado? — perguntei, rindo. Era sempre assim. Ele aparecia sem avisar e agia como se tivesse as chaves do lugar.
Ele me olhou por cima do ombro, com aquele sorriso sacana que só ele sabia dar.
— Achei