Isabela preferia o silêncio. Se pudesse, enterraria seu passado em um lugar onde ninguém jamais o encontrasse. Ser órfã já era um peso; saber que seu pai, um viciado em jogos que ela acreditava ter partido, estava vivo e farejando dinheiro, era a gota d'água. Seu complexo de inferioridade, alimentado por anos de abandono, latejava tanto quanto seu fêmur quebrado.
Maison, porém, não era conhecido pela paciência.
— O remédio te deixou muda ou você tomou a dose errada? — fustigou ele.
A pressão ex