Julyan Fort
A luz do sol que entrava pela janela do quarto de hospital era agressiva demais. Cada partícula de poeira flutuando no ar parecia um lembrete de que o mundo continuava a girar, indiferente ao fato de que eu quase havia deixado de fazer parte dele.
Tentei me mexer, e uma labareda de dor disparou do meu ombro esquerdo, descendo pelas costelas e me roubando o fôlego. Senti o gosto metálico do medo na boca — não o medo da morte, mas o medo da fraqueza. Eu passara a vida sendo o "Cão de