Alina Montserrat
Passei parte da madrugada conversando com Atlas. E isso, por si só, já era um problema.
Quanto mais eu descobria sobre aquela história absurda, mais difícil ficava separar quem era vítima, quem era culpado e quem estava apenas tentando sobreviver no meio de toda aquela loucura.
Atlas me contou coisas horríveis sobre minha mãe. Sobre o pai dele. Sobre a vida que ambos tiveram dentro daquela família doentia. E, para minha própria humilhação, senti pena dele. Pena. Eu, Alina Monts