Maya acordou com a sensação clara de que não havia mais espaço para adiamento.
Não era pressa. Era maturação. Como algo que, depois de dias fermentando em silêncio, finalmente encontra o ponto certo. Ela ficou alguns minutos sentada na cama, observando a luz atravessar as cortinas grossas do apartamento provisório. O mundo lá fora seguia igual — carros, vozes, rotina —, mas por dentro tudo estava alinhado demais para ser ignorado.
Preparou café com calma, abriu o notebook e releu o texto do come