Capítulo 208: Dignidade vendida

ROCÍO CRUZ

Alexei e eu nos olhamos nos olhos por longos segundos. Eu esperava que ele rejeitasse minha oferta, que risse na minha cara, desse meia-volta e me deixasse ali. Eu preferia a humilhação e a vergonha a acompanhá-lo até seu apartamento, embora esse fosse o plano.

Sem desviar o olhar, ele levantou a mão, fazendo com que um dos garçons se aproximasse quase correndo. Todos sabiam quem ele era e ninguém queria irritá-lo.

— Quero falar com o diretor do Louvre o mais rápido possível — disse Alexei, piscando para mim. — Quero comprar uma pintura que não está na lista do leilão.

Não consegui esconder minha surpresa. Meu sorriso sarcástico e meu excesso de confiança caíram por terra.

Quando percebi, o quadro estava em minhas mãos, embrulhado em papel branco fino dentro de uma pequena

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