CAPÍTULO 282 — A PRIMEIRA VEZ QUE O VAZIO DEIXOU DE ESTAR SOZINHO
O inverno continuou passando pela cidade.
Dias vieram.
Depois semanas.
E lentamente…
o prédio voltou a respirar como um lugar normal outra vez.
Ou pelo menos…
o mais próximo de normal que conseguiria depois de tudo.
As luzes já não piscavam no meio da madrugada.
Os corredores deixaram de parecer infinitos.
As paredes não respiravam mais durante tempestades.
E nenhuma voz impossível voltou a surgir abaixo da realidade.