KATHERINE
A pilha de contratos na minha frente parecia se multiplicar cada vez que eu piscava. Números, cláusulas, termos jurídicos se misturavam na tela até virarem borrão. Meus olhos ardiam. As costas doíam de tanto eu ficar curvada sobre a mesa por horas seguidas. Mas eu não podia parar. Parar significava falhar. E falhar significava dar a Nick exatamente o que ele queria: uma desculpa para me destruir.
O relógio na parede do cubículo marcava onze e vinte. Faltavam quarenta minutos para o pr