KATHERINE
A chuva continuou durante a madrugada, constante o suficiente para atravessar o sono e se infiltrar em tudo. Não era um som incômodo, era contínuo, profundo, como um pano de fundo que mantinha o mundo do lado de fora distante e irrelevante.
Acordei antes do despertador.
Fiquei deitada por alguns segundos, sem me mover, ouvindo o ritmo da água contra o vidro e tentando reconhecer o que tinha mudado dentro de mim. O quarto estava em penumbra, a luz da manhã filtrada pelas nuvens deixand