Antonella
Eu ainda tremia quando entrei na casa com a Lorena nos braços. Tremia por dentro e por fora. Meu corpo inteiro parecia em alerta, como se algo fosse acontecer a qualquer segundo. Tudo bem, aquele homem era um tarado, um nojento, alguém que já tinha passado dos limites comigo antes. Mas será que ele merecia morrer?
Quando os tiros ecoaram do lado de fora do carro, eu entrei em pânico. Abracei a Lorena com tanta força que só soltei quando senti que ela estava respirando normal. O barulho foi seco, alto, definitivo. Não foi um aviso. Foi um ponto final.
E então o Maksim entrou no carro.
Sem pressa. Sem expressão. Como se tivesse apenas resolvido um assunto pendente.
Ali eu vi um lado dele que eu ainda não conhecia completamente. Não era o homem que me trazia frutas, que se preocupava com os remédios da minha filha, que me olhava como se eu fosse algo precioso. Era o Don. Frio. Decidido. Mortal.
Eu não queria ir para outra casa naquela noite. Meu instinto gritava para ficar onde