Lorenzo nunca acreditou em instinto, ele acreditava em números, contratos, cláusulas, projeções, mas naquela manhã, enquanto revisava relatórios que normalmente dominava com frieza cirúrgica, sua mente desviava repetidamente para um único detalhe, olhos escuros, curiosos, familiarmente inquietos, MATTEO.
Ele fechou a pasta com mais força do que pretendia. Irritação não era comum nele, mas aquilo não era irritação, era… inquietação, algo que não encaixava, ele tentou racionalizar. Crianças