Cristian sempre gostou de reuniões curtas.
Objetivas. Diretas. Sem emoção.
Mas aquela tarde parecia arrastar-se como se o tempo estivesse preso em areia grossa. O relógio da parede marcava cinco e dez quando o detetive entrou no escritório, e Cristian já tinha lido a mesma linha do contrato três vezes sem entender nada.
Ele levantou os olhos quando a porta fechou. O detetive era um homem discreto, de voz calma e olhar treinado para não revelar surpresa.
— Senhor Montenegro — cumprimentou e