Rayana chegou com duas malas.
Duas.
Não porque tivesse poucas coisas — isso nunca foi verdade —, mas porque aprendera cedo que quanto menos você leva, menos você deixa para trás. O resto sempre podia ser recriado. Comprado. Improvisado. Identidade não se carregava em caixas; era um hábito mental.
O portão da casa de Cristian se abriu com o mesmo silêncio preciso de sempre. Nenhum rangido, nenhum atraso. Ela reparou nisso antes mesmo de s