CARLOS EDUARDO
Já faz o que parece uma eternidade que vi Maria Fernanda desaparecer pelos corredores do segundo andar para acompanhar a internação da filha. Eu permaneço aqui embaixo, plantado no meio da recepção do hospital, alimentando uma esperança boba, quase infantil, que começou a criar raízes na minha mente. Minhas engrenagens não param desde o momento em que a moça do elevador proferiu aquelas palavras e Maria, em vez de rebater com veemência, simplesmente silenciou. O silêncio dela me