CARLOS EDUARDO
— Deus... como eu fui burro... como eu fui um completo miserável — praguejo contra mim mesmo, deixando o pranto fluir sem vergonha nenhuma, limpando a alma.
Como eu queria ter o poder mágico de voltar no tempo, de congelar aquela manhã no escritório e ter calado a minha boca para deixar a Maria Fernanda me explicar a verdade. Por que eu fui tão canalha a ponto de não acreditar na mulher da minha vida?
Mais do que nunca, uma urgência vital toma conta do meu peito: eu preciso conve