A madrugada já se dissolvia em tons pálidos quando Alonso atravessou a varanda e entrou no apartamento de Valentina.
O silêncio do lugar contrastava com o turbilhão dentro dele.
Sem dizer uma palavra, caminhou direto até a cozinha.
Abriu a geladeira.
Seus olhos encontraram a garrafa de vinho.
Ele a pegou sem hesitar.
Nem taça.
Nem cuidado.
Levou direto à boca.
Um gole longo.
Depois outro.
E mais outro.
Como se aquilo pudesse apagar o que estava sentindo.
A imagem de Valentina no refeitório não