O hospital estava cheio naquela noite.
Movimento intenso, vozes cruzadas, macas sendo empurradas pelos corredores. O setor cirúrgico da ortopedia funcionava a todo vapor, e Valentina, como sempre, estava no centro de tudo.
Firme.
Concentrada.
Controlada.
— Doutora, o paciente da sala 3 já está pronto — avisou uma enfermeira.
— Estou indo — respondeu ela, ajustando as luvas.
Mas antes que pudesse seguir, uma voz masculina a chamou.
— Valentina.
Ela virou.
Era Douglas.
Cirurgião geral do hospital