O silêncio entre eles não era vazio.
Era carregado.
Pesado de tudo que ainda não tinha sido dito.
Mia permanecia na água, o corpo parcialmente submerso, a mão apoiada na pedra enquanto sustentava o olhar do lobo na margem. A lua desenhava tudo ao redor em tons prateados — a superfície do rio, a pele molhada dela, o contorno escuro dele parado ali, imóvel, intenso.
Então ele se moveu.
Sem aviso.
O lobo avançou e mergulhou, quebrando a superfície da água em um único movimento preciso.