Capítulo 10

Albert Larsen estava em seu escritório particular numa reunião com seu assistente pessoal Dagfinn. Um homem de 54 anos, cuidava dele desde antes do seu nascimento, alguém em quem confiava com olhos vendados.

— Mas o senhor precisará da assinatura dela, já que é guardiã legal das crianças.

— Como poderei convencer essa mulher, Diga-me Dagfinn?

A porta se abriu num rompante brusco.

— Explique isso Albert! — Berrou Sophie ao entrar jogando nele o que identificou sendo um passaporte. — Abra! — Ordenou.

Mas o que? Ele ficou com raiva de si mesmo por um momento, então ela havia descoberto por seu próprio descuido. Estava resolvendo os trâmites da nacionalidade dupla das crianças.

— Você mentiu para mim! Sabe Albert, você é mesmo um mentiroso desprezível.

— A culpa não é minha se você possui conhecimentos limitados ou a incapacidade de checar as informações antes de tomar decisões.

— Ah, claro que a culpa é toda minha por amar demais as minhas crianças e pensar que ao menos você fosse um homem de palavra, engano meu!

— Eu sou um homem de palavra tanto que os trouxe para meu país como disse que faria.

— Pois bem, providenciarei agora mesmo a minha deportação com a dos meus SOBRINHOS de cidadania BRA.SI.LEI.RA — Sophie virou de costas.

— Pare ai mesmo!

— Você não me dá ordens Albert, não tenho motivo algum para ficar aqui.

— Mas que inferno. — Bradou batendo com força na mesa e se colocando de pé furioso. — Vamos nos casar!

...

Sophie entrou em choque.

Será que?... Oh Deus! ele estava interessado romanticamente nela?

— Não entenda errado, não tenho nenhum interesse particular em você, nem de longe me desperta atração física, mas sou capaz desse sacrifício pelo bem de Eliza e Nicolas então que nos casemos o quanto antes — Sophie começou a rir. Ria descompensadamente e logo gargalhava, com toda certeza esse homem só podia ser louco, como pode atrever-se a fazer uma sugestão absurda e altamente desrespeitosa.

— Imagino que deva estar surpresa, mas, pense bem todos sairemos ganhando.

Dagfinn não podia deixar de olhar para seu senhor abismado.

— Não. — Respondeu ela séria e fria.

— Como assim não? — Ele contornou a mesa para chegar até ela. — Sabe quantas mulheres sonham com meu pedido de casamento? — Sophie o olhou com deboche.

— Albert, eu acredito com muita fé em Jesus Cristo e no céu, não tenho pretensão alguma de vender minha alma para o diabo. E que fique bem claro eu não sou todas! E você não tem nada do que eu espero em um homem — Sophie pegou novamente o passaporte que estava na mão dele e saiu tão brusca quanto entrou. Que ideia mais absurda, nunca, jamais em toda extensão da terra se casaria com aquele homem!

....

Albert estava boquiaberto, aquela mulher não somente o rejeitou de modo humilhante como o chamou de diabo?

— Meu lorde... — Começou Dagfinn cauteloso.

— Como ela ousa! Diga-me Dagfinn que mulher em sã consciência me diria não?

— Sim o senhor está certo, mas...

— Olhe para mim! Sou devastadoramente lindo, incrivelmente rico, culto e bem-dotado, como isso foi acontecer? — Berrou impaciente.

— Com todas as soluções possíveis a primeira que lhe ocorreu foi matrimonio, essa sim é uma novidade assustadora. — Abert ficou perplexo ele havia mesmo pedido aquela mulher em casamento? Sophie Rodrigues, a que ponto o desespero pode levá-lo?

— Marque um psiquiatra devo estar com problemas mentais.

— Ou talvez o meu lorde esteja finalmente se apai....

— Não ouse completar essa frase! — O mais velho se calou — eu não tenho emoções tolas e ninguém me diz não Dagfinn, ouça bem, se for preciso vou me casar com aquela mulher e tomar a guarda dos meus sobrinhos e então descarta-la para o mais longe possível. — Albert saiu a ponta pés furiosos de seu escritório

— É.... talvez ele realmente precise de um psiquiatra ou quem sabe um guia para matrimonio?

Dagfinn se levantou por fim, precisava solucionar isso.

...

Sophie guardou o passaporte e foi auxiliar as crianças que comiam, Albert estava sentado ao lado de Nicolas

— O que acha de sair para nos divertir hoje?

— Sair para onde, tio?

— Tem um parque de diversão não muito longe daqui Tivoli Friheden.

— O que tem de legal lá? — Perguntou o menino com a boca cheia.

— Muitos brinquedos, carrinho b**e-b**e, roda gigante, carrossel...Ah, tem também um barco Viking!

— Eu quero ir também! — Exclamou Eliza

— Se sua tia deixar, iremos todos nós. — Completou Albert olhando para ela de pé frente a mesa

— Podemos ir ao parque de diversão, tia? — Perguntou Nicolas

— Deixa, titia? — Pediu Eliza manhosa

— Tudo bem, mas eu irei junto. — Concordou ao sentar-se. Albert Sorriu.

— Iremos logo após sua tia comer — Astrid que não estava sentada à mesa o questionou

— Mas o senhor não tem trabalho a fazer?

— Diga para Dagfinn cancelar todos os meus compromissos, hoje vamos nos divertir em família no parque.

Família? O que ele entendia por família? Sophie respirou fundo e focou no café da manhã. E porque o olhar de Astrid se tornou pesado e embaraçoso? Isso foi impossível não notar;

....

Por mais chateada, revoltada e indignada que estivesse, não podia negar a Eliza e Nicolas um dia divertido, eles precisavam aproveitar ao máximo antes de voltarem para o Brasil, estavam apenas passando férias de julho. Foram juntos no carro de Albert as crianças atrás nas cadeirinhas e ela na frente era estranho, especialmente as conversas. Por mais estúpido e arrogante que ele seja dava atenção a cada pergunta absurda dos sobrinhos e participava ativamente de cada uma delas. O parque era fabuloso, a vista conseguia ser tão ou mais chamativa que o Hopi-Hari e menos populoso. Um carrossel gigantesco, roda gigante imensa! Tinha até uma minipista com carrinhos esportivos coloridos para crianças. Eram tantos brinquedos chamativou que até mesmo ela não ficou de fora. Albert sugeriu que fossem ao carrinho b**e-b**e. Ele e Nicolas foram em um, Sophie e Eliza em outro. Não havia muitas pessoas no parque, ou melhor não havia uma única alma viva além dos funcionários, mas, as vezes parecia que estavam sendo observados, talvez fosse apenas impressão dela.

— O que acha de irmos ao barquinho no lago, campeão? — Perguntou Albert a Nicolas. O menino segurou na mão do tio e o puxou para irem logo. — Algo no coração de Sophie parecia ter se quebrado. Por mais relutante que Eliza estivesse, Nicolas por outro lado parecia estar mesmo gostando do tio. Após o barco, foram na roda gigante, barco Viking e a montanha russa ficou de fora por conta da idade deles assim como alguns outros brinquedos assustadores! Foram a uma montanha pula-pula. Depois de muito brincarem Albert os chamou para comer passando pelo que parecia uma feirinha com várias barracas Nicolas que estava no colo do tio disse:

— Eu quero aquele urso ali!

— Nicolas! — Repreendeu Sophie.

— Ele pode me pedir o que quiser. Você quer também Eliza? — Perguntou Albert. A menina abraçou Sophie e concordou com a cabeça escondendo o rosto. Albert colocou Nicolas no chão e aqueceu as mãos. — Calma aí campeão, vou ganhar aquele urso grandão para vocês!

MEIA HORA DEPOIS......

— Aí titia, ele é péssimo nisso. — Comentou Eliza

— Pelo amor de Deus Albert, por que você não aceita que tem uma mira horrível?

......

— Agora eu consigo! — Disse Albert após dar mais uma cédula de dinheiro para o bigodudo pintado de palhaço que estava mais do que satisfeito com a persistência infantil do homem que conseguiu um apito e três docinhos. Sophie tomou a arma de plástico da mão dele e de primeira derrotou todos os intrusos não acertando nenhum pato, enfim, ela conseguiu o tão desejado urso gigantesco para quem derrotasse as raposinhas. O entregou para Nicolas que deu a sua irmã.

— Podemos comer agora? — Perguntou ela para um Albert boquiaberto, segurou a mão de Eliza e andou na frente.

— Tia Sosô é demais! — Disse Nicolas — Não precisa ficar decepcionado campeão ela sempre ia no "coisa" de tiro com o namorado dela. — Falou segurando a mão do tio

— Namorado?

— O Henrique, ele é policial e um chato, papai não gostava dele e eu também não.... ele sempre contava piadas sem graça — O menino deu de ombros — Vai entender as mulheres.

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Mony ^^esse é um dos capítulos que mais amo
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