Parado no corredor, preenchendo todo o batente da porta com sua presença esmagadora, era Dmitri. Ele vestia um paletó escuro, impecável, e seus olhos gélidos varreram o interior do apartamento como se estivesse reivindicando um território invadido.
Em uma das mãos, ele segurava a caixa de pizza com uma casualidade insultante. Anne estava logo atrás dele, a cabeça levemente baixa, como uma sombra que voltara ao controle de seu mestre.
— Boa noite, disse Dmitri. Sua voz era um barítono suave,