O ateliê de Amélia estava iluminado pela luz da manhã, o silêncio, interrompido apenas pelo farfalhar suave das cortinas de linho e, naquele momento, pelo som distante e cristalino das risadas de Lizzy e Alexander brincando no jardim. O sol banhava a sala, diante dela, a tela de linho permanecia branca, um vasto vazio esperando para ser preenchido.
Amélia segurava o pincel, mas sua mente estava longe. Se viu transportada de volta para o final da tarde do dia anterior, no escritório de Dmitri.