O tempo é, de fato, o melhor remédio.
No Natal, um ano depois, Roberto finalmente criou coragem para voltar à casa onde Kayra havia vivido, a primeira vez desde o desaparecimento dela.
Apesar do tempo que passou, o interior da casa estava impecavelmente limpo, graças às ordens expressas dele: ninguém podia tocar em nada, ninguém podia mover sequer um objeto de lugar.
Cada canto permanecia do jeito que Kayra deixou, como se ela tivesse saído dali apenas por alguns minutos.
Naquele dia, Roberto d