Mariana
Mais tarde, o chalé estava em silêncio. A brisa entrava pela janela entreaberta, e a única luz vinha do abajur, pintando o quarto com um tom quente e suave. Eu estava deitada com a cabeça no peito do Henrique, sentindo o coração dele bater num compasso calmo, mas firme. Seus dedos brincavam com meu cabelo, e só aquilo já era capaz de me deixar inteira arrepiada.
— Você tá confortável? — ele perguntou, com a voz baixa, rouca, colada ao meu ouvido.
— Tô..