Ao chegar ao quarto, Lorena viu uma enfermeira ajudando Renato a se levantar para o banho. No mesmo instante, sentiu um incômodo crescer. Aquela cena não deveria estar acontecendo sem ela.
Apressou o passo e, num movimento quase imperceptível, empurrou a enfermeira de lado, certificando-se de que Renato não percebesse o gesto.
— Por que não me esperou? — disse, já se colocando ao lado dele. — Eu poderia te ajudar.
— É só a hora do banho, Lorena — respondeu ele, com calma. — Não precisa fazer isso.
— Preciso, sim — rebateu, firme demais. — Estou aqui para o que você precisar. Para tudo. Não importa o quê.
— Já tem uma profissional para isso — insistiu Renato. — Não precisa se incomodar.
— Não é incômodo — ela cortou. — É cuidado.
Ele respirou fundo, começando a se irritar.
— Já disse que não precisa. A enfermeira vai me ajudar. Ela sabe como fazer sem molhar os curativos.
Lorena apertou os lábios, sentindo o controle escapar por entre os dedos. Aquela proximidade de outra pessoa, aquel