Quando terminou de comer, Sara agradeceu a Odete pela comida e pela companhia.
— Acho que vou voltar para o quarto agora — disse, levantando-se.
Odete a observou com atenção.
— Você não devia ficar tão isolada assim — comentou. — Há vários lugares lindos por aqui. Devia dar uma volta, tomar um pouco de ar.
Sara hesitou.
— O Renato me disse que há vários cães pela propriedade… — respondeu, lembrando-se imediatamente da forma como ele a havia ameaçado na noite em que chegaram ali.
Odete franziu a testa.
— Não se preocupe com os cães — explicou. — Eles ficam soltos apenas à noite.
Mesmo insistindo, Odete percebeu que Sara não parecia convencida.
— Tudo bem — disse, por fim. — Quando quiser, sabe onde me encontrar.
— Obrigada — respondeu, com um leve sorriso.
Despediu-se e seguiu pelo corredor em direção ao quarto mais uma vez, sentindo aquela conhecida sensação de recolhimento, como se o único lugar possível para existir naquela casa fosse entre quatro paredes.
Ao chegar, notou algo estr