*Cristhian*
A pancada balançou meu carro. Não foi forte, mas eu esperava o básico: que a pessoa saísse, se desculpasse, como qualquer um faria. Meu pé continuava no freio, os dedos tamborilando no volante, tentando não perder a paciência. É assim que as coisas funcionam, pensei. Alguém bate, pede desculpas, troca informações. Mas nada aconteceu. Os segundos se arrastavam, e o silêncio do outro carro começava a me deixar nervoso.
Saí do carro e fui até a janela do motorista. Bati levemente.