Capítulo 45— Maldita doença
As câmeras continuavam gravando.
As vozes continuavam murmurando perguntas.
Mas Carolina já não escutava nada.
O som ficou distante, como se ela estivesse debaixo d’água. As palavras chegavam deformadas, misturadas a um zumbido constante que pulsava atrás dos seus olhos. Sentia o coração descompassado, batendo contra o peito com uma força que não acompanhava sua respiração.
Só um sobrenome continuava claro, nítido, cruel.
Ortega.
Martelava sua cabeça uma vez atrás da