CAPÍTULO 83— O brinde dos condenados
A cafeteria era a mesma de sempre.
A mesma mesa ao lado da janela.
O mesmo murmúrio ao fundo.
Mas, naquela tarde, havia algo diferente no ar.
Uma tensão palpável, como se o lugar procurasse uma forma de explodir. Havia nervosismo, sim, mas também entusiasmo. Uma mistura incômoda e perigosa.
Gonzalo Ortega chegou primeiro. Estava tenso, como se ainda não conseguisse acreditar no que ouvira ao telefone. Olhava as fotos na tela do celular repetidas vezes, surp