CAPÍTULO 76 — A vida que cresce
Sofia chegou no meio da manhã, tranquila, sem pressa, como chegam as pessoas que sabem que não precisam se anunciar para serem bem-vindas.
Carolina a reconheceu antes mesmo que ela dissesse uma palavra. Não pelo som dos passos, mas por algo mais sutil: a forma como o ar do quarto mudava quando ela entrava.
Antes, ela não acreditava em energias nem em auras, mas desde que tinha deixado de enxergar, seus sentidos estavam alertas de outra maneira. A audição, o tato,