CAPÍTULO 23 — A CONFISSÃO
—Caro… —murmurei, apoiando uma mão na cama para não mexê-la demais—, vem, deita um pouco, tá?
Ela fez um gesto de cansaço, mais com os ombros do que com o rosto. Tinha aquela rigidez de quem ficou de pé por muito tempo e só agora se permitia relaxar.
—Não… —conseguiu dizer.
—Você precisa —insisti, suave—. Vem, deixa eu te ajudar.
Aproximei-me devagar. Primeiro tirei os óculos com cuidado e os deixei na mesinha, bem ao lado do colírio. Depois me abaixei, desate