Erick Narrando
Saí da empresa no fim da tarde com a cabeça ainda carregada de decisões. O céu de São Paulo estava cinza, pesado, combinando com o ritmo acelerado que nunca me abandona. Entrei no carro e fui direto para casa. Não gosto de perder tempo.
Assim que atravessei a porta, chamei uma das empregadas.
— Marta.
Ela apareceu quase imediatamente.
— Senhor?
— Arrume uma mala para dois dias. Ternos escuros, duas camisas extras, sapatos sociais e roupa casual para a noite. Saírei amanhã cedo.