Donatella Romanova
Minha mente estava turva, os sentidos anestesiados por algo que não conseguia identificar. Eu tentava me concentrar, mas as últimas horas eram um borrão. A fuga. O sangue. Os gritos. E então… o cheiro acre de clorofórmio.
Abri os olhos com dificuldade, piscando contra a luz fraca que iluminava o ambiente. Estava em um quarto pequeno e vazio, as paredes de concreto cru e uma única janela com grades altas demais para alcançar. O cheiro de mofo impregnava o ar, e o som distante