Donatella Romanova
A noite estava mais fria que de costume, mas o calor do conhaque descia pela minha garganta como uma espécie de consolo. Não era a primeira taça, e eu sabia que não seria a última. O líquido âmbar parecia ser a única coisa capaz de silenciar os ecos constantes em minha mente — as dúvidas, as memórias.
Sentada na poltrona da biblioteca, eu brincava com o copo em minhas mãos, observando as luzes fracas da sala refletirem na superfície do conhaque. Era reconfortante, familia