Laura
O pânico me consome como uma onda gelada que não me deixa respirar. Estou amarrada em uma cadeira, as cordas cortam os meus pulsos, e o cheiro de mofo e óleo velho da fábrica abandonada me enjoa. Valentin está diante de mim, com aquele olhar que eu conheço bem demais, um olhar de puro ódio e prazer sádico.
Ele não para de falar, sua voz ressoando como um veneno que se infiltra na minha mente.
— Sabe, Laura, você vai parir aqui mesmo. Eu vou fazer isso acontecer. — Ele se inclina, o rosto