Leonel Bianchi
O escritório da mansão Bianchi estava silencioso e impregnado pelo cheiro de mogno e café frio, parecia o único lugar no mundo onde o tempo havia estagnado. Vitorino, meu pai, estava diante de mim. Por anos, mantivemos uma relação construída sobre o silêncio, uma distância respeitosa que, na verdade, era apenas um fosso cavado por expectativas não cumpridas e segredos mantidos sob chave. Mas hoje, a chave havia quebrado.
— O que aconteceu, Leonel? — ele perguntou. A voz dele,