Leonel Bianchi
A luz da manhã entrava pela fresta das cortinas do meu quarto, mas a escuridão que eu sentia lá fora não era de horário, era de propósito. O plano estava montado. O palco estava armado. E, acima de tudo, a isca estava posta.
Eu me vesti com o que considerava a minha armadura moderna: tons escuros, tecidos estruturados, algo que não demonstrava fraqueza. Cada botão que eu abotoava era um lembrete do que estava em jogo. Silvia estava segura, longe do perímetro de perigo que eu d