Silvia Silva
O sol da tarde filtrava-se pelas janelas da mansão, projetando sombras longas sobre o tapete persa onde Lana e eu nos entregávamos ao mundo das cores. Ela se concentrava com a seriedade de uma pequena artista, misturando tons de azul e verde, enquanto eu tentava, inutilmente, canalizar minha inquietação para a tela. Em outro canto da sala, Hannah mantinha um ritmo hipnótico, alimentando Luigi, cujos balbucios eram o único som que tentava — e falhava — em suavizar a eletricidade e