Mais tarde, quando Henrique decidiu ir embora, Heitor insistiu em levá-lo em casa. O caminho foi silencioso no começo, ocupado apenas pelo som baixo da chuva fina voltando a cair no para-brisa.
Quando o carro estacionou diante da casa, Henrique demorou alguns segundos antes de abrir a porta.
Então respirou fundo.
— Eu ouvi o que você falou pra tia Laís no hospital…
Heitor virou o rosto, confuso.
— O quê?
Henrique mexeu nervosamente na própria mão antes de responder:
— Sobre me c