~ Marcos ~
O cheiro de água sanitária queimava minhas narinas.
A sala dos telefones era um caixote abafado, sem janelas, com paredes encardidas de mofo e suor antigo. Um ventilador de teto girava devagar demais para servir de alguma coisa — fazia mais barulho do que vento.
Eu já conhecia aquele lugar melhor do que gostaria. Duas semanas ali dentro eram suficientes para transformar qualquer um em especialista no próprio inferno.
Mas naquele dia… algo estava diferente.
O carcereiro me chamo