Capítulo 63

O vento de Sintra entrava pelas frestas das portas altas e mordia a ponta do meu nariz.

Eu estava sentada num banco de ferro forjado, escondido atrás de uma cortina de glicínias já meio murchas, com uma taça de champanhe quase intocada na mão.

De lá eu via o salão inteiro através das vidraças. Era curioso ver como as pessoas iam se organizando naturalmente: os mais sérios num canto, os descolados noutro, e alguns circulando como se buscassem validação a cada passo.

Nada disso combinava com o caos que eu tinha na cabeça.

Ele me amava.

Dito assim, parecia simples, mas nada dentro de mim estava simples.

E eu também o amava. Só… não consegui dizer. Não do jeito que ele merecia ouvir.

Por um instante, deixei a cabeça encostar levemente no encosto. O vento frio roçou minha pele, e eu agradeci mentalmente a Betta por ter insistido nesse vestido. Lindo, quente e adequado. Sem ele eu estaria tremendo.

O gosto do beijo de Lorenzo ainda queimava nos lábios, o calor das mãos dele ainda morava na
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