A senhora Tereza suspira antes de falar, como se já soubesse que eu não gostaria da resposta.
- Hoje não vai ser possível, Helena... - diz com cuidado. - Já está ficando tarde, e esse é o horário das atividades das crianças. Preciso manter a rotina delas.
Sinto o peito apertar.
Olho na direção do corredor, como se, de alguma forma, eu ainda pudesse ver a Luna.
- É rápido... eu só queria... - paro no meio da frase, engolindo o restante. A vontade de vê-la.
De ter certeza de que ela está bem.
De