Isabela
A madrugada caiu como um véu pesado sobre seus ombros. A cidade dormia, mas dentro dela tudo pulsava — um tambor de alerta, um chamado de guerra. O arquivo estava seguro, entregue nas mãos de três jornalistas confiáveis, mas a sensação de alívio não veio.
Pelo contrário.
Ela sabia o que Eduardo faria.
Conhecia seu padrão.
Ele não ficaria parado.
O celular vibrou sobre a bancada da cozinha.
Era Leonardo.
— Tudo pronto? — ele perguntou, direto, a voz baixa e tensa.
— Sim. Valenti