Isabela
Dois dias.
Foram dois dias sem que Eduardo reaparecesse fisicamente — mas sua presença se infiltrava como veneno invisível.
Ele não precisava estar ali para ser sentido. Seu rastro era como um perfume enjoativo que insistia em permanecer no ar mesmo após a saída.
E quando a primeira bomba explodiu, Isabela soube que aquilo era apenas o começo.
Na manhã seguinte, enquanto tomava café na cobertura, recebeu uma ligação da colega de redação.
— Isa… você viu?
— Ver o quê?
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